ESCREVA AQUI O SEU DEPOIMENTO SOBRE AS SUAS EXPERIÊNCIAS COM A LEITURA E A ESCRITA
Esse espaço é reservado para que as pessoas do grupo 5, do "Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino" deixem os seus depoimentos e experiências pessoais sobre leitura e escrita.
3 comentários:
Bom, quando eu era criança eu adorava ler, algo que infelizmente não faço hoje com tanta frequência por falta de tempo. Não sei qual foi o motivo que iniciou o meu interesse pela leitura, mas me lembro que comecei por volta dos 9 anos de idade. Adorava ler Monteiro Lobato, acredito que li todos os livros do Sítio do Picapau Amarelo. Também lia os livros de aventura do Marcos Rey e da Maria José Duprê. Sem falar nos diversos outros autores que não me lembro agora. O fato de eu gostar muito de ler foi muito útil para mim, pois sempre tive facilidade de escrever, interpretar, e difícilmente eu cometia algum erro na escrita. Na adolescência, eu sempre me destacava em Língua Portuguesa, adorava escrever histórias e sempre conseguia boas notas. Nessa época, eu lia todo tipo de livro, desde de romances até terror, mas não tinha autores preferidos, eu gostava de conhecer coisas novas. Escolhia um livro pela resenha e mesmo que eu não gostasse ia até o final. No ensino médio li os clássicos, e gostei muito de José de Alencar e também de Machado de Assis, apesar do vocabulário apresentar palavras desconhecidas, eu conseguia compreender muito bem as histórias. No ensino superior, conheci diversas literaturas, e as minhas preferidas eram a inglesa e francesa. Também li alguns clássicos que me lembro até hoje. Aliás, na faculdade, eu lia muita coisa, tinha que produzir textos escritos, vários trabalhos, foi um período intenso, onde eu tive que trabalhar diversas competências para atingir os objetivos propostos. Concordo com a autora, quando ela diz que quando lemos entramos em contato com outro mundo, vivemos através da leitura o que acontece na história. Enfim, nos abrimos para uma outra realidade e adquirimos novos conhecimentos.
Acredito que só se aprende a ler, lendo; e só se aprende a escrever, escrevendo. E quanto mais exercitarmos essas habilidades, mais compreendemos e aprendemos. E devemos despertar o interesse do aluno, pois quando há interesse eles produzem mais e de forma melhor.
MARISA ROMANO - GRUPO 5
Cresci em um pequeno sítio localizado em Parelheiros,zona sul de SP.
Acordava com o aroma do café , colhido,torrado e moído no próprio quintal da nossa casa construída na “olaria” onde meu pai trabalhava fabricando tijolos. Um trabalho duro e exaustivo, mas no qual ele se orgulhava muito, porque os tijolos dele eram considerados os melhores da região.
Meu pai era um italiano alto, olhos claros, rígido , muito honesto e amava os filhos.
Minha mãe cuidava da gente, da horta e dos animais:galinhas,patos,marrecos e nossa vaquinha Malhada que nos dava leite todas as manhãs. Os patinhos eram lindos! Quando saíam da casca, iam para um lago, onde pescávamos nos finais de semana.
Eu adorava ficar olhando aquelas bolinhas de penugem, em fila indiana acompanhando a mamãe pata.
Éramos em quatro filhos, sendo três meninos e eu, a caçula.
Como meus pais não tinham condições de comprar brinquedos para nós, fabricávamos nossos próprios brinquedos nos fornos da olaria: carrinhos, soldadinhos para meus irmãos e bonecas para mim.
Entrei em contato com a leitura e escrita logo cedo, quando meu irmão ganhou um cavaquinho do meu tio. Ele começou a escrever seus próprios versos, criando assim as músicas que cantávamos todas as tardes.
Aos cinco anos eu já escrevia o meu nome e já lia algumas palavras.
Como eu admirava meu irmão! Ele era criativo, corajoso e inteligente,procurando sempre me proteger dos espinhos e da cerca de arame farpado,quando entrávamos no sítio do vizinho japonês para apanhar alguma fruta.
Eu o ajudava a trocar algumas palavras para rimar e inventávamos até algum refrão para suas músicas.
Minha mãe nos ouvia cheia de orgulho.
Ela contava várias histórias antes de nos mandar para a cama.
Quando contava a história do Pinóquio e Gepetto ela sempre dizia: ””Cuidado, não mintam senão o nariz de vocês irá crescer como o de Pinóquio!”
Ouvindo a história dos Três Porquinhos , eu imaginava que a casa que o lobo não derrubou era a casa que fora construída com os tijolos do meu pai..
Eu viajava com minha imaginação ouvindo os contos de fadas , os lugares desconhecidos onde moravam os personagens descritos com requintes de detalhes pela minha mãe. Me divertia com as piadas de Mazzaropi e com as fábulas.
Todas as histórias contadas pela minha mãe sempre me faziam acreditar que o bem sempre vence o mal.
Entre 12 e 14 anos , meus irmãos começaram a fabricar pipas para vender e eu fazia as rabiolas.
Entregávamos todas as moedinhas que arrecadávamos para minha mãe.
Assim, ajudávamos na compra de material básico para a escola e minha mãe comprava algo que necessitávamos.
Formávamos uma família feliz. Não tínhamos muita coisa, mas tínhamos um ao outro.
Maria Ester – Grupo 5
*Os professores da minha escola*
15/10 — marlise
A professora de Matemática,
com suas contas complicadas,
falando em equações,
no Teorema de Pitágoras.
A professora de Português,
com seu modo indicativo,
falando em advérbios,
interjeições, substantivos.
A professora de Geografia,
com seus complexos regionais,
falando em sítios urbanos,
em pontos cardeais.
A professora de Ciências,
com seus ensinamentos ecológicos,
falando em evolução,
em estudos biológicos.
A professora de História,
com seus povos bizantinos,
falando na Idade Média,
no Imperador Constantino.
A professora de Inglês,
com seus don’t, do e does,
falando no personal pronouns,
na diferença entre go e goes .
A professora de Artes,
com suas obras e seus artistas,
falando em artes ópticas,
em pintores surrealistas.
O professor de Educação Física,
com suas regras de voleibol,
falando sobre basquete,
em times de futebol.
Os professores da minha escola,
com suas matérias que às vezes não entendemos,
falando em todas as coisas,
que aos poucos vamos aprendendo.
Clarice Pacheco
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