Ações de Leitura e Escrita na Sala de Aula
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A leitura é uma atividade que depende de processamento individual, mas se insere num contexto social e envolve disposições atitudinais, capacidades relativas à compreensão, à produção de sentidos. A leitura abrange, portanto, capacidades necessárias ao processo de alfabetização e até habilitam o aluno à participação ativa nas práticas sociais letradas, ou seja, aquelas que contribuem para o seu letramento.
Sabemos que a leitura é uma pratica social que envolve atitudes, gestos e habilidades que são mobilizadas pelo aluno, tanto no ato da leitura propriamente dito, como no que antecede a leitura e no que ela decorre. Dizendo de outra forma, depois que a criança realiza a leitura, os textos que leu vão determinar suas futuras escolhas de leitura, servirão de contraponto para outras leituras etc.
Atitudes como gostar de ler e interessar-se pela leitura e pelos livros são construídas, para algumas crianças, no espaço familiar. A escola, na sala de aula, deve despertar o gosto pela leitura. Para isso é importante que a criança perceba a leitura como um ato prazeroso e necessário e que tenha os professores como modelo. Nessa perspectiva, não é necessário que o aluno espere aprender a ler para ter acesso ao prazer da leitura: pode acompanhar as leituras feitas pela professora, pode manusear livros e outros impressos, tentando "ler" ou adivinhar o que está escrito.
Para Vygotsky (1998) é o desenvolvimento que possibilita e movimenta o processo de aprendizagem. O aprendizado pressupõe uma natureza social especifica e um processo através da qual as crianças penetram na vida intelectual daqueles que a cercam. O aprendizado é o aspecto necessário e universal, uma espécie de garantia do desenvolvimento das características psicológicas especificamente humanas e culturalmente organizadas.
O desenvolvimento pleno do ser humano depende do aprendizado que realiza num determinado grupo social, a partir da interação com os outros indivíduos da sua espécie. Para Vygotsky (1998), a aprendizagem sempre inclui relações entre pessoas. Ele defende a idéia de que não há um desenvolvimento pronto e previsto dentro de nós,e assim atualizam-se conforme o tempo passa. O desenvolvimento é pensado como um processo, onde estão presentes a maturação do organismo, o contato com a cultura produzida pela humanidade e as relações sociais que permitem a aprendizagem. Ou seja, o desenvolvimento é um processo que se da de dentro pra fora.
A partir daí, é possível dizer que entre o desenvolvimento e as possibilidades de aprendizagem há uma estreita relação, a qual é analisada segundo dois eixos. Por um lado, existe um desenvolvimento atual da criança, tal como pode ser avaliado por meio de provas padronizadas ou não, observações, entrevistas etc. por outro lado, existe um desenvolvimento potencial que pode ser calculado a partir daquilo que a criança é capaz de realizar com a ajuda de um adulto num certo momento, e que realiza sozinha mais tarde.
Esta capacidade potencial, mais ou menos atualizável durante uma interação. Para clarear esse conceito Vygotsky afirma que devemos considerar dois níveis de desenvolvimento: o desenvolvimento afetivo e o desenvolvimento potencial. A ampliação da zona de desenvolvimento potencial ocorre à medida que acontece uma intencionalidade para realizá-la, ou seja através da aprendizagem. O desenvolvimento só se efetiva no meio social e é nele que a criança realiza a apropriação dos comportamentos humanos. Assim, a aprendizagem na escola ou na vida cotidiana, atua no sentido de favorecer o desenvolvimento da zona do desenvolvimento potencial, um fator de desenvolvimento.
Um comentário:
Parabéns pelo Blog!
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